Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

aurelius

aurelius

Testemunhas do Cordeiro

aureliano, 13.01.17

 

batismo.jpg

2º Domingo do Tempo Comum [15 de janeiro de 2017]

[Jo 1,29-34]

Vi o Espírito descer...; aquele sobre quem vires...; e eu vi e dou testemunho...” Essas expressões no relato do evangelho deste domingo nos remetem ao nosso ver e dar testemunho. João Batista não tem dúvida acerca de Jesus: “Ele é o Filho de Deus”.

Antes de tudo é preciso que o discípulo reconheça em Jesus o Cordeiro de Deus, o Filho de Deus que “tira o pecado do mundo”. Sem esse reconhecimento de que Jesus, realização definitiva da Páscoa judaica, é aquele que se oferece ao Pai para salvar e libertar o mundo, não é possível fazer o caminho cristão. Não é possível fazer chegar a salvação “até os confins da terra”.

É preciso guardar também o ver de João Batista. Ele viu e deu testemunho. Vemos Jesus na comunidade, naqueles que vivem de acordo com o querer de Deus. A comunidade deve ser expressão do Cordeiro: deve estar disposta a enfrentar a morte para libertar aqueles que estão na escravidão dos “ídolos do poder, do ter e do prazer”. A comunidade cristã precisa viver de maneira tal que possa dizer àqueles que a buscam: “Vinde ver”.

Ser servo para levar, como Jesus, a salvação até os confins da terra. Ser apóstolo na busca de um caminho de santidade: “chamados a ser santos”, isto é, “ser todo de Deus” para ser todo dos irmãos.

Fomos batizados no Espírito Santo para que, assim como Jesus, o Cordeiro de Deus, libertemos o mundo do mal. Chamados a participar da mesma missão do Servo e Cordeiro: dar a nossa vida para que o pecado seja derrotado. Ser mártir é o mesmo que dar testemunho. O caminho da santidade passa pela coragem de dar a vida (cordeiro) para que muitas vidas sejam salvas. Isso é ser cristão, seguidor de Jesus, continuador de sua obra.

A Eucaristia que celebramos encontra seu sentido quando repercute em nossa vida cotidiana: o corpo do “Cordeiro que tira o pecado do mundo” que comungamos deve nos tornar pessoas eucaristizadas, capazes de empenhar nossa vida para, com ele, participarmos na libertação do pecado que se manifesta na opressão, na escravidão, na humilhação, na exclusão, na ganância, na inveja, na exploração, na busca do poder a qualquer custo, na preguiça e comodismo, na falta de responsabilidade, no abandono e desrespeito aos idosos e crianças etc. Esta é nossa vocação à santidade.

Pe. Aureliano de Moura Lima, SDN

 

3 comentários

Comentar post